Ocupados, mas insatisfeitos: uma análise do crescimento da subocupação no Brasil

Camila Yuri Santana Ikuta, Gustavo Plínio Monteiro

Resumo


Este artigo analisa a situação de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, uma das medidas de subutilização da força de trabalho. Traz uma definição do que é subocupação, traça um perfil de quem é o subocupado médio e busca identificar alguns fatores que podem estar relacionados ao crescimento dessa situação no país. Foi verificado que a subocupação é mais frequente entre os menos escolarizados e entre grupos mais vulneráveis na inserção laboral, como as mulheres, os(as) negros(as) e jovens. Cerca de um terço (31,7%) dos subocupados trabalhava em ocupações elementares, 84% estava na informalidade e 75% ganhava até 1 salário mínimo. Alguns dos fatores que podem influenciar as pessoas a declararem a insuficiência de horas são os baixos salários percebidos e/ou diminuição na remuneração e na jornada de trabalho, acontecimentos frequentes entre os subocupados.


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ISSN 2319-0574