Previdência Social em Três Tempos

Sidney Jard da Silva, Alexandre Sampaio Ferraz

Resumo


Sob a égide estatal, já década de 1940, iniciou-se o primeiro momento histórico de transferência compulsória do patrimônio previdenciário dos trabalhadores para o processo de acumulação do capital industrial. Anos mais tarde, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, recursos previdenciários dos trabalhadores foram novamente utilizados para a construção de obras como a Transamazônica, a Rodovia Belém-Brasília, a Ponte Rio Niterói, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, as Usinas Nucleares de Angras dos Reis, entre outras grandes obras de infraestrutura imprescindíveis para a acumulação da capital industrial. Até mesmo Brasília, a capital federal do país, lançou mão de recursos previdenciários dos “candangos” de todo Brasil para a sua construção. Mais recentemente, a partir de 1990, quando o sistema previdenciário começou apresentar seus primeiros sinais de desequilíbrio financeiro, impulsionados tanto pela mudança na estrutura etária da população quanto pela reestruturação do mercado de trabalho. O artigo analisa o suposto "rombo" na previdência e as propostas de transferência do patrimônio previdenciário dos trabalhadores para o capital industrial produtivo, mas sim para o capital financeiro especulativo.

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ISSN 2319-0574