A inserção das mulheres no Ramo Metalúrgico: uma década de avanços, desigualdades e lutas

Caroline Gonçalves, Cristiane Tiemi Ganaka

Resumo


A presença das mulheres vem se ampliado aos poucos no ramo metalúrgico e se inserir dentro dessa atividade majoritariamente masculina já é uma grande conquista das trabalhadoras. Mas ainda há um longo caminho a se percorrer e a lutar por paridade, isonomia salarial, trabalho decente e oportunidades iguais. O período escolhido para análise da inserção delas no ramo foi de 2006 até 2015. Além disso, os anos de 2015 e 2016 foram marcados pela grave crise econômica e política no Brasil que ainda deve permanecer em 2017. O mercado de trabalho registrou fechamento de milhares de postos de trabalho. Cabe aqui fazer uma reflexão dos efeitos da crise no mercado de trabalho por uma perspectiva de gênero. Sendo assim, este artigo surge para reafirmar e atualizar os números da desigualdade no mercado de trabalho durante uma década, trazendo à luz que, apesar dos avanços, não houve superação da hierarquização para enfrentar a conjuntura adversa em que se vive com a crise política e econômica. O estudo está dividido em duas partes: a primeira é uma análise do perfil das mulheres metalúrgicas no Brasil ao longo dos últimos dez anos; na segunda, há uma análise dos impactos da crise numa perspectiva de gênero. Para a análise a seguir foram utilizados indicadores produzidos, principalmente, a partir dos dados do Ministério do Trabalho. São eles: a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.


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ISSN 2319-0574